Elefantes – parte 2

Escrevemos o primeiro post sobre os elefantes (confira o texto aqui), e agora vamos colocar abaixo algumas curiosidades sobre o maior mamífero terrestre e presente em todas as expedições que organizamos na África.

Elefantes podem passar dos 60 anos de idade. Normalmente o ciclo de vida se encerra quando não consegue mais se alimentar, seus dentes desgastados impedem que possa comer o necessário para se manter, algo em torno de 130 kg de pastagem por dia. Quando chega este período da vida ele se afasta da manada e morre solitário, podendo ser abatido por predadores ou simplesmente morrer de fome por não conseguir mais se alimentar.

A locomoção silenciosa também nos chama a atenção. Apesar do peso que pode chegar a 6 toneladas, sua marcha pode passar completamente desapercebida conforme o terreno em que está. As patas contam com uma espécie de almofada de cartilagem que amortece o peso do corpo tornando mais confortável se locomover com toda aquela massa. Isto reflete em baixíssimo nível de ruído.

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Namíbia, fomos recebidos pelos elefantes no check-in!

Utilizamos lodges em nossos safaris, que se situam no caminho diário de algumas famílias de elefantes.
Durante a noite eles passam pelos bangalôs, chalés e acampamento e ninguém toma conhecimento. Sabemos que estiveram ao redor quando de manhã notamos os grandes montes de estrume que deixam no caminho. Ah sim, o cocô do elefante não tem cheiro forte, não provoca qualquer incômodo e é rico em nutrientes para as plantas!

O elefante da savana pode ter até 3 metros de altura e alcançar velocidade máxima de 40km/h. Não é uma boa ideia ter que correr de um deles.

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Elefantes cruzam a estrada no Etosha, Namíbia. Uma excelente oportunidade para vê-los BEM de perto e completamente livres.

As presas do elefante, o marfim, nada mais são do que dois dentes que passaram da conta na hora de crescer e podem pesar mais do que 100 kg. Se você olhar bem os animais mais velhos vai notar que uma presa pode estar mais desgastada em relação à outra. Esta é sua presa favorita, aquela que mais usa para escavar em busca de alimentos, como raízes por exemplo.

A tromba é um órgão fascinante. Podendo medir até 2m ela é fundamental para a sobrevivência do animal. É ela quem alimenta o elefante praticamente o dia todo, já que seu apetite insaciável o faz parar em cada arbusto e árvore que possa lhe render alguma comida. Neste momento a tromba envolve tufos de capim, galhos, folhagem e o que estiver disponível, arrancando com uma força descomunal e levando tudo para boca. É uma atividade constante. A tromba também é responsável por toda a água que ele bebe por dia, algo em torno de 200 litros, mas ele não bebe a água por ela, que apenas coleta e depois descarrega na boca.

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Elefantes fazem a vigilância de um  bebedouro enquanto a manada pode matar a sede sem riscos de ataques de leões.

A estrutura da tromba é uma obra de arte da natureza, cientistas divergem sobre a quantidade de músculos, entre 40 mil e 100 mil, o que de qualquer forma é extraordinário. Sua extremidade conta com duas protuberâncias que podemos até chamar de dedos. São tão sensíveis que podem segurar uma semente. Ela é dotada de canais de sucção capaz de reter até 14 litros de água. É o instrumento versátil e perfeito que ele precisa para se alimentar, cuidar dos filhotes, namorar, fazer interação social com outros elefantes quando enrolam as trombas como se fosse um aperto de mão. A tromba pode se tornar também sua arma, usando para golpear fortemente o oponente ou agarrá-lo para levantar e arremessar violentamente no chão.
Outra utilidade é farejar o ar, quando eleva a tromba e gira ao redor como se fosse um periscópio, detectando aromas para sua alimentação ou farejando predadores.
Se precisar nadar, o que faz com frequência em regiões como o norte de Botswana e Namíbia, a tromba pode ajudá-lo a respirar fazendo as vezes de um verdadeiro snorkel off-road!

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Podemos sentar ao lado deles em alguns lodges e curtir o fim do dia enquanto eles “socializam” no bebedouro em frente.
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Até as crianças podem brincar alegremente próximas dos animais.

A comunicação entre os elefantes acontece através de sons de frequência muito baixa e se você quiser saber mais sobre este tópico sugerimos clicar no site Santuário de Elefantes – Brasil , onde poderá também conhecer o projeto do primeiro santuário para elefantes no Brasil.

E para concluir este post temos que comentar sobre as orelhas do elefante africano. Veja vem a foto e note com as orelhas se assemelham ao formato da própria África.

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As orelhas do elefante a África

Ele tem o contorno das orelhas similar ao formato do continente, nos fazendo lembrar, mesmo no meio da savana, que estamos em um dos lugares mais fascinantes da Terra.

Fique por dentro do calendário de expedições na África em África 4×4 Expedições

Artigo de: João Roberto Gaiotto
Fotos: África 4×4

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Swakopmund – o litoral da Namíbia

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Palavra que causa estranheza quando vista pela primeira vez, acaba sempre exigindo uma segunda leitura para buscar a pronúncia correta; “Suakopmund”, quer dizer em alemão “delta do Swakop”, o delta do rio Swakop. Esta cidade litorânea, a segunda mais populosa do país, foi fundada por colonizadores em 1892, sendo então o principal porto alemão nesta região da África. Era por lá que chegavam mercadorias e passageiros, que depois embarcavam no trem que fazia a conexão com Windhoek, atual capital da Namíbia.

Velhos dormentes da estrada de ferro que ligava Swakopmund a Windhoek.
Velhos dormentes da estrada de ferro que ligava Swakopmund a Windhoek. (foto Marco AR Guimarães).

Se você for tele transportado (!) para Swakopmund pode achar que foi parar na Alemanha tal e a quantidade de construções em estilo germânico. Antigas construções como o atual museu militar são belos exemplares que valem a visita.

A área central da simpática Swakopmund.
A área central da simpática Swakopmund. (foto Marco AR Guimarães).
Swakopmund
Bons restaurantes, livrarias e cafés.

A cidade não abriga mais o porto, que foi remanejado para Walvis Bay ao sul, sendo hoje um simpático balneário que fica lotado de visitantes da própria Namíbia nos meses de férias escolares no verão. A cidade é um oásis para quem sobe do sul em direção às atrações no norte do país e para quem chega de lá, a caminho das super dunas do Deserto Namib. Nossas viagens sempre incluem uma parada na cidade, de onde nossos clientes podem visitar atrações como o aquário municipal e museus, com destaque para o Museu dos Cristais e sua incrível coleção contando a história geológica da Namíbia.

O Museu dos Cristais
O Museu dos Cristais
O Museu dos Cristais, onde você pode comprar jóias!
O Museu dos Cristais, onde você pode comprar jóias!

Não podemos deixar de citar os passeios de quad e camelo pelas dunas que rodeiam a cidade, fazer tour de barco ou sobrevoar a famosa Costa do Esqueleto em aviões.

Swakopmund
Briefing para a aventura de Quad.
Quad, emoção garantida nas dunas de Swakopmund.
Quad, emoção garantida nas dunas de Swakopmund. (foto Marco AR Guimarães).

A culinária é rica em opções da comida alemã e é onde podemos degustar o melhor joelho de porco da viagem toda. Se você caminhar pelas ruas centrais poderá encontrar também restaurante com comida indiana, uma delícia!

O Sol de despede da África
O Sol de despede da África (foto Marco AR Guimarães)

Sentar na orla do Atlântico e curtir o por do sol é um momento de descanso muito especial, quando sabemos que nosso lindo Brasil está lá a 6.500 km, do outro lado do oceano, iniciando o dia enquanto o astro rei desaparece no horizonte da África.

Fique por dentro do calendário de expedições na África em www.africa4x4.com.br

Artigo de: João Roberto Gaiotto

Fotos: África 4×4 e Marco A. R. Guimarães

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O leões do Etosha

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Terminamos mais um safari no Etosha, esta é minha nona expedição na Namíbia e desta vez batemos um recorde pela referência das outras visitas será muito difícil de superar. Encontrar leões no parque é o desejo de onze de cada dez pessoas que temos o prazer de trazer para cá, encontrá-los é sempre uma questão de sorte e oportunidade. Desta vez conseguimos em apenas um dia encontrar leões em quatro locais, fazendo os demais turistas babarem quando comentávamos no jantar.  Leoes_Etosha_set2015-6 Leoes_Etosha_set2015-7 Leoes_Etosha_set2015-8
O ponto máximo foi alcançar um dos bebedouros e ver um grupo de girafas serem cercadas por três fêmeas e dois machos, um deles garantindo que nenhuma delas chegaria até a água.

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Foram espertas, deram a volta e continuaram com sede. Seguem as fotos. Vamos torcer para que os próximos grupos tenham a mesma sorte e os leões colaborem! (texto copiado de nosso perfil no Facebook).

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O Brandberg

Brandberg-1Em nosso safari pela Namíbia visitamos o imponente Brandberg, montanha sagrada dos povos nativos, que se situa na área central do país. Rodeado de trilhas de cascalho e areia, o monte se destaca ao longe, quando viajamos pelo deserto e podemos notar sua silhueta a quilômetros de distância.
É considerada a maior montanha da Namíbia, com 2606 metros acima do nível do mar.Brandberg-01

Outrora um vulcão, há milhões de anos, o Brandberg hoje é um maciço de rochas que guarda milhares de pinturas rupestres espalhadas pelos seus caminhos estreitos  em direção ao coração da montanha.


O mais famoso sítio arqueológico é o White Lady Paint, que concentra pinturas com idade de 4.000 a 8.000 anos. É espetacular observar a arte deixada na rocha há tanto tempo e com tanta riqueza de detalhes.Brandberg-3

Apesar do nome da pintura se referir a uma mulher, a Dama Branca, o que temos mesmo é um homem muito bem retratado, se é que me entende (!), em trajes e armas de guerra. Dar o nome da pintura para uma mulher foi uma estratégia para promover melhor o lugar.

Fotos: África 4×4 e Thomas A. Hecke

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Olha a cheetah!

Cheetah

Conhecida também como Guepardo, este lindo felino é o animal terrestre mais rápido que conhecemos. Em uma disparada é capaz de atingir velocidade ao redor de 110 km/h e é difícil um animal escapar de suas garras depois que ela define o alvo. Ao ver de perto este campeão da savana notamos os detalhes que a natureza lhe deu para ser tão veloz; grande narinas e peito bem desenvolvido, o que lhe dá grande capacidade pulmonar.
Mas, só a velocidade não basta, é preciso ter um corpo com grande flexibilidade para acompanhar as mudanças bruscas de trajetória durante a corrida. A direção é dada pela cauda e a coluna super flexível ajusta o corpo direcionando o ataque letal para cima da presa.

Cada cheetah tem seu padrão de pintas na pelagem da cauda, é como uma impressão digital, não existem duas iguais.

Cheetah2Em nosso Overland 4×4 na Namíbia visitamos o CCF – Cheetah Conservation Fund na região central da Namíbia, onde voluntários de todo o mundo se revezam na conservação de exemplares orfãos, que perdem a mãe para caçadores e fazendeiros que não aceitam a aproximação dos bandos para atacar animais domésticos e criação em geral.

Um filhote abandonado jamais será capaz de viver sozinho na natureza, ele precisa conviver três anos junto da mãe para aprender a caçar.

O CCF faz um trabalho incrível mantendo um importante banco genético e exportando exemplares para o mundo todo, mantendo, na medida do possível, a existência deste incrível e belo animal.

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Os rinocerontes

Rinoceronte

Recebi uma dica para uma matéria sobre os rinocerontes e acho interessante colocar aqui para vocês!
A foto acima é de Thomas Hecke, realizada no Etosha National Park, Namíbia em julho de 2013.

National Geographic Brasil

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A Mão Inglesa

O lado direto fica para o passageiro e suas tralhas.
O lado direto fica para o passageiro e suas tralhas.

A África do Sul, Botswana e Namíbia utilizam a mão inglesa, o motorista da vez precisa sentar do lado direito e a primeira impressão é sempre de estranheza. Tudo fica ao contrário, as alavancas de seta, faróis e também a alavanca do câmbio que precisa ser manuseada com a mão esquerda. Além de tudo isto o trânsito parece acontecer na contra-mão a viagem toda!

Apesar de dirigir a picape já há alguns anos também estranho quando começo uma nova viagem. Depois de alguns quilometros os sentidos se ajustam de novo e não há problema, mas sempre acontecem coisas engraçadas com os participantes e todos se divertem.
Quem tem carro automático precisa reaprender a usar embreagem e trocar marcha, só que com a mão esquerda. Quando sentamos no banco do motorista invariavelmente levamos a mão direita para a alavanca de marchas, mas ela encontra a porta ou o vidro fechado da janela. Damos uma pancada com a mão e é claro que quem viu se diverte.
Se precisar dar um sinal de luz, a mão acostumada com a chave no lado direito aciona o esguicho de água do limpador de para-brisa e se precisar mesmo limpar o vidro a alavanca que é acionada toca a buzina.

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Picape Hilux com mão inglesa.

Este é o lado divertido para todo o grupo, mas há algo super importante que não pode ser menosprezado, senso de posicionamento da picape na estrada. É necessário aprender a posição do veículo em relação à via, pois colocado muito para a esquerda levará os pneus para buracos, pedras e o barranco. Dependendo do que se encontra pela frente pode causar danos nos pneus. Se houver excesso de zelo e levar muito a picape para a direita ficará no centro da via e muito próximo dos outros carros que vem em sentido contrário.

Até hoje nunca tivemos qualquer problema, os motoristas se acostumam com as novidades e o safari acontece normalmente.
Mas, ainda fica estranho para nós quando vemos um carro parado no semáforo com apenas o motorista, alguém sempre acaba perguntando; cadê o motorista? Aquele carro só tem o passageiro!
Bem, vamos em frente.

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Elefantes – parte 1

 

Na primeira expedição que fiz na África em 2004 o grupo fez um game drive, passeio a bordo de jipes abertos, no Krüger Park na África do Sul. Para cada animal que encontrávamos pelo caminho dezenas de fotos e vídeos eram produzidos garantindo o momento para curtir e mostrar em casa.
Mas, o primeiro grupo de elefantes causou sensação na turma. Não é comum, para nós no Brasil, estarmos ao lado destes gigantes sem qualquer cerca de proteção e para iniciantes fica sempre a sensação de que algo pode sair do controle.

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Elefantes no Etosha, Namíbia

Felizmente, a grande parte destes animais está acostumada com a presença de veículos e fazem pouco caso de nossa presença. Cada elefante emite sinais visuais de seu estado de espírito e isto nos mostra se está receptivo a uma aproximação ou se devemos manter distância. Acidentes acontecem quando se cruza esta linha e o animal se sente ameaçado, daí então ele pode mesmo atacar. Outra vacilada que provoca acidentes é aproximar demais de grupos com filhotes, os elefantes são super protetores e não hesitam em atacar para defender os pequenos.

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